quarta-feira, novembro 21, 2012

Dissertação de Mestrado sobre Museus em Portugal



O Museu Rural de Salselas colaborou no estudo levado a efeito pelo Dr Paulo Carvalho na Faculdade de Economia do Porto para a elaboração da sua tese de Mestrado em Economia e Gestão das Cidades com o Titulo " O desempenho dos Museus em Portugal".

Transcrevemos o resumo do conteúdo do estudo publicado pelo Autor.


Resumo
O crescente papel que a cultura desempenha para o desenvolvimento económico e social de uma cidade ou região tem contribuído para uma maior relação entre este setor e a economia. A sua valorização económica permitiu o desenvolvimento de setores que integram as indústrias culturais, nomeadamente o setor museológico. Este setor tem evoluído ao longo dos anos, assumindo um papel importante ao nível da sociedade e da economia. Os museus, adaptando-se assim à evolução da sociedade, têm desempenhado cada vez mais uma função de lazer.
Existe uma extensa literatura económica sobre os museus em áreas como o modelo de governação, o preço, recursos humanos, entre outros. No entanto, ainda com pouca expressão, surgem os estudos associados ao desempenho dos museus medido através da sua eficiência técnica. Estes estudos tendem, na maioria, a medir o nível de eficiência dos museus, mas não analisam os fatores input que mais influenciam essa eficiência. Não obstante os valiosos contributos de todos os estudos nas diferentes áreas, estes focam-se, maioritariamente, em países economicamente mais desenvolvidos.
O presente estudo foca a sua análise no desempenho dos museus portugueses, medido através da sua eficiência técnica, um campo de análise ainda pouco explorado ao nível dos museus. Para aferir o nível de eficiência, através da metodologia Data Envelopment Analysis, e os fatores input que a influenciam, com recurso ao modelo Tobit, implementámos um inquérito aos museus portugueses. Com base na resposta de 285 museus, segmentamos os museus por clusters, com o intuito de avaliar a eficiência em grupos homogéneos.
Da análise efetuada, concluímos que para o total de museus emergem como fatores input essenciais da eficiência, o número total de colaboradores e o número de dias abertos ao público. No entanto, para os dois principais clusters, as conclusões são distintas. O número de equipamentos auxiliares é importante para o cluster 1, mas para o cluster 3, o número total de colaboradores, o número de dias abertos ao público e o número de equipamentos auxiliares surgem como estatisticamente significativos, evidenciando que estas diferenças decorrem das características de cada cluster.

A analise do conteúdo da referida tese permite uma retrospectiva interessante do estado actual da museologia e da cultura e suas instituições em Portugal vale a pena a leitura do seu conteúdo.

O documento pode ser visualizado neste link »;

Agradecidos pelo Convite do Dr Paulo Carvalho na colaboração deste importante documento e os nossos parabéns pelo estudo efectuado.

sexta-feira, setembro 10, 2010

Nova direcção da Ass dos Amigos do Museu Rural de Salselas

Realizou-se ontem  cerimonia de passagem de testemunho da nova direcção da Ass dos Amigos do MUSEU RURAL DE SALSELAS, o lugar até agora ocupado pelo fundador Antonio Cravo, passará a ser ocupado pelo Ex Presidente da Junta de Freguesia de Salselas, Antonio Dinis Sarmento.

António Cravo Poeta e Sociólogo,  foi o mentor que ao longo de toda a existência do Museu, desenvolveu e implantou a dinâmica deste projecto. desta forma exercerá apenas a função de director do Museu Rural de Salselas. a ele deixamos o nosso agradecimento.

museu rural de Salselas no google

a procura de museu rural de Salselas no google resulta em Cerca de 8.890 resultados (0,11 segundos) .

com este numero dá para ter ideia da importancia que esta instituição representa na cultura transmontana.

já agora... valia a pena pensar nisso.

sexta-feira, setembro 18, 2009

Foram publicados muito discretamente os novos sites da Junta de Freguesia e do Museu Rural de Salselas, sem pompa nem circunstancia... mas valeu a pena, o que conta é o resultado.

Parabens a Junta de Freguesia e a Associação dos amigos do museu que tomaram a iniciativa. Com este passo toda a informação está disponivel formalmente online, permitindo o acesso em qualquer lugar do mundo à informação acerca da freguesia e dos seus usos e costumes expostos no Nosso Museu.



Ficam os links para a sua visita, verá que vale a pena.

Site da Junta de Freguesia de Salselas :http://salselas.jfreguesia.com/index.php
Site do Museu Rural de Salselas http://www.museururaldesalselas.com/index.php

domingo, outubro 05, 2008

Alfredo Cabeleira expõe em Salselas


O Museu Rural de Salselas recebe a partir da próxima sexta-feira, dia 12, a exposição de pintura “Pormenores Rurais” de Alfredo Cabeleira. A inauguração da exposição está marcada para as 21.00 horas e será acompanhada pela apresentação do livro “O Sabor da Marmelada Fresca”, de Fernando Mascarenhas, escritor natural da freguesia de Salselas


“Pormenores Rurais” é composta por uma mostra de trabalhos que põem em evidência o património cultural e paisagístico da região transmontana, de onde o pintor é natural, e onde predominam os temas rurais.

Nascido em Chaves, Alfredo Cabeleira inscreve-se em 1987 num curso de desenho e pintura leccionado no Instituto Parramon, em Barcelona. Desde essa data as suas exposições têm vindo a percorrer diversos pontos do país e do estrangeiro, nomeadamente em Espanha, Alemanha e Bélgica. Muitos dos seus quadros fazem parte de colecções particulares tanto no nosso país, como em Espanha, Alemanha, Itália e Inglaterra.
Posteriormente, o seu trabalho transformou-se numa contínua procura de temas rurais. Desde então, já expôs mais de uma centena de vezes em diversos pontos do país e no estrangeiro, nomeadamente em Espanha, Bélgica e Alemanha. 

Muitas das suas obras fazem parte de colecções particulares tanto em Portugal como em Inglaterra, Espanha, Alemanha ou Itália

Em 1996 Alfredo Cabeleira é distinguido com o prémio de pintura Flaviae 96 e com o diploma de mérito artístico Podium 96.


O pintor é um dos sócios fundadores da associação “Amigos das Artes de Trás-os-Montes e Alto Douro” e da Tamagani – Associação de Artistas Plásticos do Alto Tâmega e Val de Monterrei, sendo simultaneamente membro da Sociedade Nacional de Belas Artes. 


Os quadros de Alfredo Cabeleira podem ser apreciados até ao dia 17 de Outubro, de terça a sábado, das 10.00 às 12.00 horas e das 14.00 às 17.00 horas, e aos domingos, das 13.00 às 18.00 horas.

 

quinta-feira, junho 28, 2007

Exposição de Pintura "o Ciclo do Pão"

O Museu Rural de Salselas, apresenta de 24 de jun a 16 de set. de 2007 uma exposição de pintura intitulada "o Ciclo do Pão" de autoria do Pintor Antonio dos Santos Silva.
o ciclo do pão


A exposição decorre na sala multiusos do Museu Rural de Salselas e pode ser visitada, durante o horário normal de funcionamento do Museu.

Os mesmos quadros já estiveram expostos, em 2001, no Hotel Forte de S. Francisco, em Chaves, no Centro Cultural e Regional de Vila Real, e no Alentejo.

O pintor, António dos Santos Silva, nasceu em Crasto, Valpaços, mas aos dois anos de idade foi viver para Jou (Murça), de onde emigrou aos 24 anos para França. Expõe desde 1996, mas foi a partir de 1999 com a exposição “Máscaras e personagens mascarados” no Museu Abade de Baçal, em Bragança, que começou a projectar-se como artista plástico na região. A partir daí, tem promovido diversas exposições individuais e os seus quadros foram incluídos em exposições colectivas, em diversas localidades do país e em França.

Uma exposição que ilustra o imaginário rural do Portugal até à decada de 80, os usos e costumes, o trabalho agrícola... a não perder.

segunda-feira, janeiro 08, 2007

ANMP
Museu Rural de Salselas
Horário 10:00H – 12:00H/14:00H – 17:30H; Sábados 10:00H-18:00H; Domingos 13:00 – 19:00H (encerrado às Segundas-feiras)

Entrada Paga
Espaço expositivo e secretaria

O espólio apresentado neste Museu representa a Antropologia Cultural da Comunidade Salselense como a de toda a área do Nordeste de Portugal. A exposição permanente dirigida ao grande público, expõe de uma forma educativa e contextualizada os objectos do meio rural.
Neste museu pode observar-se: O Meio e o Homem; A Terra e o Homem; As técnicas de Aquisição (A domesticação dos animais); As técnicas de Produção (Os cereais, da Cepa ao Vinho; da Oliveira ao Azeite); As técnicas complementares (a lã; o linho; o alfaiate; o sapateiro; a cesteira; o barbeiro; a cal; a telha; o caldeireiro, o ferreiro); o Homem Biológico e Sobrenatural (Ciclo Biológico, a religiosidade salselense). A Sociedade; o Núcleo familiar ( a Lareira, a cozinha, o quarto); a criação lúdica; a transição para a Cultura Industrial; o Cabanal do Lavrador.

«Retratos da Aldeia» de António Cravo, editado pelo Museu Rural de Salselas

«Retratos da Aldeia» de António Cravo, editado pelo Museu Rural de Salselas

«Retratos da Aldeia» é o nome do mais recente livro de António Cravo,editado pelo Museu Rural de Salselas,localidade onde o autor nasceu,no coração de Trás-os-Montes.
«Tudo o que aprendi durante os meus primeiros 20 anos de vida,devo-o principalmente aos meus avós maternos,aos seus dois filhos mais novos,às três professoras que tive na escola primária e ao povo de Salselas» começa por explicar António Cravo no prefácio do livro.
«Este povo ensinou-me a viver em comunidade,os meus dois tios ensinaram-me a ser homem,os meus avós foram os meus professores da sua cultura oral e popular e a escola ensinou-me a transmiti-la de forma diferente à que usaram aqueles bons anciãos,durante o calor da fogueira,nos serões de inverno e pelos caminhos do campo».
António Cravo nasceu em 1935,em Salselas,no concelho de Macedo de Cavaleiros mas formou-se pela Universidade Nova de Lisboa.Viveu até há bem pouco tempo em Paris, onde ainda vem regularmente, sobretudo para encontrar a filha e as netas.
O livro que agora edita é escrito sob forma de pequenos contos, que escreveu ao serão,não podendo transmiti-los oralmente aos netos.«Sinto-me hoje na obrigação,respeitando a memória dos meus avós,de transmitir o que sei da minha aldeia e observei nas suas gentes».
Por isso,«este livro destina-se essencialmente aos meus filhos,netas e neto,já que não temos as mesmas formas nem os mesmos espaços de poder continuar a oralidade dos meus ancestrais aldeãos».Com família a residir em Lisboa e na região de Paris,António Cravo considera que «o contexto familiar em que se criaram,já não permite a pedagogia da lareira nem das veredas do campo».
António Cravo passou assim os seus serões a contar/escrever crónicas da sua vivência rural. É um livro que se lê facilmente e porque não,um capitulo por serão,à lareira,enquanto que os tempos estão frios?

¦ Carlos Pereira em LUSOJornal de 4/01/07

António Cravo lançou “Poemas Rurais” 18/12/03

Obra retrata a tradição rural transmitida pela oralidade António Cravo lançou “Poemas Rurais” 

O poeta António Cravo apresentou ao público, no passado sábado, numa livraria de Macedo de Cavaleiros, o seu último livro, “Poemas Rurais”, dedicado à tradição rural. Os “muitos conhecimentos” (memórias) adquiridos através da sua avó materna pelo processo natural da oralidade e os que foi obtendo ao longo dos anos entre os mais velhos da sua terra, Salselas, são tratados na obra de forma “acessível a todos”, segundo o desejo do próprio autor. 
As 89 páginas do livro revelam 53 poesias, encadeadas em quatro capítulos, debruçando-se cada um sobre um período do percurso da espécie humana. No primeiro, “Um ciclo gigante”, o autor esgrime a sua concepção filosófica sobre o homem pré-histórico e a evolução que o levou a dedicar-se à agricultura e à domesticação de vários animais, ou seja, o início da vida rural. No segundo capítulo – o mais longo, com 43 poesias – “Aspectos da vida rural”, António Cravo recorre à memória de infância e de jovem para contar as suas vivências na aldeia. Na terceira parte da obra, “O após-rural”, e no quarto, “Epílogo”, embora o vocabulário continue a ser acessível, a poesia atinge outra dimensão, mais filosófica, a um plano mais conceptual, e talvez por isso menos acessível ao cidadão menos letrado. 
A apresentação de “Poemas Rurais”, que contou com a presença de cerca de uma centena de pessoas, ficou marcada pela declamação, pelo autor, de algumas das poesias incluídas no livro, e por uma sessão de autógrafos.
Da já vasta bibliografia de António Cravo, cujo nome de nascimento é Jaime António Gonçalves, fazem parte livros de poesia, ficção, história, sociologia e etnografia. No prelo o escritor tem o livro de ficção “Retratos da aldeia”, com o qual pretende criar histórias recorrendo a cenas e figuras da vida real. 

noticia retirada do samanario transmontado de Data de Publicação: 18/12/2003 por João Branco

Obras de Antonio Cravo

António Cravo 

Né en 1935 dans le Nord-est du Portugal (Salselas-Macedo de Cavaleiro), António Cravo a enseigné l'histoire à Lisbonne, puis à partir de 1975, à Paris. Il a milité pour l'enseignement du portugais au sein du mouvement associatif, comme président d'une association et comme vice-président d'une autre dans le cadre d'ateliers de théâtre et de poésie. 

Il a publié des ouvrages en poésie, plusieurs articles sur la vie de la communauté portugaise et d'autres travaux tel que L'enfant immigré entre deux écoles et Petite anthologie du théâtre portugais en France (1960-1994). Depuis 1990, António Cravo est membre de l'Internationale des Arts et Lettres de France. 

Portugais en France et leur mouvement associatif (1901-1986) (Les) 
par António Cravo 

( Livre )
Harmattan (L')
Collection Migrations et changements 
2000, 207 p., 18.3 euros

ISBN : 2738432441 


Au-delà du cercle familial, c'est dans leur vie associative que les travailleurs immigrés peuvent vraiment se constituer en tant qu'ethnie, affirmer leur identité à l'intérieur de la nation d'accueil et maintenir leurs liens avec le pays d'origine.

 « Cette œuvre est le fruit de l'observation d'un Portugais immigré en France depuis une vingtaine d'années qui a partagé la vie quotidienne de ses compatriotes. Le mérite et l'intérêt de l'ouvrage d'António Cravo c'est d'avoir voulu donner de l'immigration portugaise en France une compréhension qui soit à la fois intérieure et scientifique. À cette originalité de méthode 'adjoint une originalité de sujet : la vie associative. Ce sujet est d'une importance capitale : au-delà du cercle familial, c'est dans leur vie associative que les travailleurs immigrés peuvent vraiment se constituer en tant qu'ethnie, affirmer leur identité à l'intérieur de la nation d'accueil et maintenir leurs liens avec la patrie portugaise. Pour avoir suivi de près la préparation de cet ouvrage pour l'obtention du diplôme de l'École des hautes études en sciences sociales, je puis témoigner du très grand sérieux avec lequel António Cravo a réalisé son projet et de la grande finesse d'analyse en ce qui concerne la vie et les transformations du mouvement associatif des Portugais en France. » (Maxime Haubert, quatrième de couverture)

« Les Portugais ont tendance à vivre entre eux, grâce au développement de leurs propres réseaux, qu'ils soient associatifs, religieux, familiaux ou professionnels. En France, il existe 800 associations portugaises : il s'agit du premier réseau associatif étranger. À cela s'ajoute un grand esprit d'entraide et de solidarité. "Les Portugais ont ainsi créé les conditions de reproduction de leur identité sur le territoire français", assure Albano Cordeiro. Ce réseau associatif très dense, qui organise notamment des loisirs collectifs, séduit aussi les jeunes - lesquels sont ainsi "maintenus", depuis l'enfance, dans un bain culturel portugais. "Il nous a été difficile d'échapper au club de football ou au groupe folklorique quand nous étions jeunes, s'amuse Hermano Sanches Ruivo, président d'une importante association de "lusodescendants", baptisée Cap Magellan. 

À Paris et en région parisienne, il existe ainsi plus de 300 groupes de folklore composés pour l'essentiel de jeunes Portugais ou d'origine portugaise. Le responsable associatif y recense également cinq discothèques, qui proposent aux "clubbers" musique techno et... musique portugaise traditionnelle ! Pour Hermano Sanches Ruivo, il ne fait pas de doute qu'il existe bel et bien une identité "tos" ("portos" veut dire Portugais en langage familier), comme il existe une identité "black" ou une identité "beur".

Cette identité forte est véhiculée par toute une palette de médias portugais, qui bénéficient  'une aura manifeste chez les jeunes "lusodescendants". "Longtemps, les Portugais ont eu honte des clichés qui collaient à la peau de leur communauté : à savoir celle de femmes de ménage, de concierges ou de carreleurs, explique Sanches Amilcar, directeur commercial de la radio Alpha, seule radio lusophone de Paris. Puis les jeunes Portugais ont commencé à découvrir qu'ils avaient une culture. Aujourd'hui, certains se mobilisent par exemple pour que la musique portugaise soit mieux connue en France." On constate, de fait, un très fort attachement des jeunes de la deuxième génération au pays d'origine. La preuve ? Le nombre de plus en plus élevé de ces jeunes qui cherchent à partir au Portugal pour y effectuer un stage ou une première expérience professionnelle. "À la question de leurs origines, même ceux qui sont nés en France évoquent Porto, Lisbonne, etc., raconte Hermano Sanche Ruivo. Ils se sont approprié l'origine des parents. De plus en plus, nous nous voyons comme franco-portugais, même si nous avions pris la nationalité française." » (extrait d'un article de Solenn de Royer, La Croix, 6 avril 2002)

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